Doenças

Síndrome do olho seco

woman dripping eye with eyes drops

A superfície do olho é lubrificada por uma camada de filme lacrimal que contem água, muco e óleo, além de substancias responsáveis pela defesa de nosso olho contra infecções. Quando há defeito neste filme lacrimal, está instalada a síndrome do olho seco. Um indivíduo com olho seco pode ter vários sintomas, mas o mais comum é a sensação de desconforto nos olhos. Outros sintomas são olho vermelho, coceira, ou dor. As causas de olho seco são muitas, acredita-se que até o ambiente onde o paciente vive e até sua alimentação podem piorar o olho seco. Algumas doenças do corpo podem causar olho seco, como artrite reumatóide, o uso de alguns medicamentos como antidepressivos, o tratamento de transplante de medula óssea e até uso de lentes de contato ou estresse. O diagnóstico de olho seco é realizado examinando o olho com o uso de alguns colírios especiais (fluoresceína, rosa bengala e ou lisamina verde). O tratamento do olho seco depende da causa e de sua gravidade, sendo geralmente realizado com colírios de lagrima artificiais. Em casos mais graves corticóides, antibióticos, óleo de linhaça ou plugs podem ser indicados.

Síndrome da Tração Vitreomacular

figura16Síndrome da tração vitreomacular é uma doença que afeta a mácula – região situada no centro da retina – levando a deformação das camadas retinianas na região. A doença perda da visão central e o a pessoa afetada passa a enxergar manchas na visão, deformação na image, ou a visão dupla. Esta doença está associada ao avanço da idade, como também aos traumas oculares, ou processos inflamatórios. O diagnóstico pode ser feito por exames da retina em consultório chamado mapeamento de retina e biomicroscopia de fundo, tomografia de coerência óptica, retinografia, angiografia fluoresceínica, e autofluorescência. O tratamento pode ser realizado com injeção de gás intraocular, injeção intraocular de medicamentos enzimas, ou com cirurgia de vitrectomia via pars plana.

Retinopatia diabética

figura-25-242x300É a lesão grave para a retina que ocorre em pessoas que apresentam um quadro mal controlado clinicamente do diabetes mellitus, em consequência, ocorre o vazamento de líquidos e sangue no interior dos olhos, prejudicando a visão. É causa importante da cegueira, todavia, quando tratada precocemente, é eficazmente evitada, uma vez que exames de rotina podem detectar os casos de alto risco. A retinopatia diabética não apresenta sintomas facilmente perceptíveis, uma vez que não provoca dor e variar com o estágio da doença, variando entre a visão turva e a perda súbita deste sentido. A prevenção se dá através de controle rigoroso dos níveis de açúcar no sangue, bem como acompanhamento oftalmológico periódico. Quando detectada, a evolução da doença poderá ser contida. O tratamento ocular de casos graves é realizado com variados tipos de laser com ou sem fotocoagulação, injeção intraocular de medicamentos, e cirurgia de vitrectomia pars plana.

Retinoblastoma

figura-2-rb-300x210Retinoblastoma é o tipo mais comum de tumor ocular em crianças. Costuma afetar crianças de 0 a 5 anos de idade. No caso da criança ser filha de um pai ou mãe com a doença, o caso é chamado de retinoblastoma familiar. Alguns tipos de retinoblastoma estão associados a tumores em outras partes do corpo como osteossarcoma. Existem testes genéticos que podem ser realizados nestas crianças para determinar a chance de outros canceres e de outros irmãos apresentarem o tumor. As crianças com história familiar são examinadas desde pequenas e o tumor é descoberto pelo oftalmologista ainda em estágio inicial. Geralmente os pais percebem o tumor porque a criança apresenta reflexo branco do olho, em outros casos a criança tem um olho torto em relação ao outro chamado de estrabismo.Os pacientes com retinoblastoma devem ser acompanhados pelo resto da vida para verificar que não apareçam outros tumores. Os exames usados para diagnóstico e acompanhamento são retinografia, mapeamento de retina, angiografia fluoresceínica, tomografia de coerência óptica, tomografia computadorizada de crânio e órbita, e ressonância magnética. O tratamento é realizado pelo oftalmologista e oncologista pediátrico e consiste em quimioterapia sistêmica, quimioterapia local ocular subconjuntival, quimioterapia intraarterial, termoterapia transpupilar, e fotocoagulação a laser.

Presbiopia

figura-24-231x300Presbiopia ou “vista cansada” é uma condição que se inicia após os 40 anos. Ocorre por uma ineficiência do sistema de acomodação da visão para perto, levada pela perda da elasticidade da lente natural do olho (o cristalino). Tarefas de perto como leitura, enxergar o celular tornam-se difíceis e depois impossíveis. A velocidade que a presbiopia se instala varia entre as pessoas. Nenhuma forma de tratamento recupera a acomodação do cristalino e todas as formas de correção têm limitações. A presbiopia pode ser corrigida através de uso de óculos para perto ou multifocais, com uso de lentes de contato multifocais ou monofocais, ou com correção da visão por laser.

Oclusão de artéria da retina

figura14-300x234A oclusão da artéria central da retina pode ocorrer em cerca de 1 a cada 10.000 pacientes atendidos em ambulatórios de oftalmologia. As principais causas de são a arterite temporal, doença cardíaca embólica e inflamação vascular, e a perda visual ocorre em período de segundos.
Ao exame podemos observar uma retina mais esbranquiçada e o sinal da mancha vermelho-cereja na mácula. O diagnóstico é feito com exames de mapeamento de retina, retinografia, angiografia fluoresceínica, eletrorretinografia, e tomografia de coerência óptica. Esta doença é uma emergência oftalmológica e o tratamento consiste em restabelecer a circulação retiniana, reduzindo a pressão intraocular através de paracentese na câmara anterior e massagem ocular. O tratamento é mais eficaz principalmente nas oclusões que ocorreram em menos de 24 horas.

Neurite Óptica

figura21-300x215Neurite óptica é uma inflamação do nervo da visão (óptico) que causa à diminuição da visão. Muitos casos dessa doença estão associados a uma doença generalizada chamada esclerose múltipla. Usualmente aparece a primeira vez em adultos jovens dos 20 aos 45 anos de idade. Geralmente a diminuição da visão está associada a uma dor atrás do globo ocular durante a movimentação ocular e há mudança na visão de cores. O diagnóstico da Neurite Óptica é realizado através do exame oftalmológico complete com exames como retinografia, campimetria, angiografia fluoresceínica, e exames como ressonância magnética. O paciente precisa ser acompanhado por um oftalmologista. O tratamento varia de simples observação sem medicação, até a internação e o uso de medicação intravenosa. A gravidade e o tempo de aparecimento dos sintomas vão direcionar qual o melhor tratamento.

Moscas volantes

figura13-300x240Moscas volantes são manchas vistas em diversas formas que podem aparecer subitamente. Ocorrem por condensação de proteínas do gel intraocular, conhecido como humor vítreo, além da ocorrência da contração e desprendimento natural desse gel. Essas condensações formam sombra na retina, dando a impressão de “moscas” à frente dos olhos, mas na verdade estão dentro do mesmo. Indivíduos com miopia e aquelas com idade mais avançada são mais propícias ao aparecimento das moscas volantes, pois o desprendimento do vítreo se dá mais fácil nesses casos. O aparecimento desse sintoma na maioria das vezes não se trata de um problema grave. Mas eventualmente, em uma região de maior adesão deste com a retina, pode haver uma rasgadura ou descolamento da retina associado, nestes caso uma emergência oftalmológica. Pessoas com moscas volantes devem ser submetidas a exame com especialista em retina para diagnóstico de possíveis rasgaduras na retina e seu tratamento com fotocoagulação a laser. O diagnóstico é feito com mapeamento de retina, retinografia, e ultrassonografia ocular.

Miopia

Figura-300x247A miopia ocorre quando o olho é maior do que o normal, o que faz com que os raios de luzes fiquem focados antes na retina. É uma condição frequentemente herdada e geralmente é descoberta na idade infantil. Na idade adulta após os 35 anos ocorre pouca alteração na intensidade da miopia. Um dos primeiros sintomas da miopia é dificuldade em enxergar objetos distantes. Em um grau mais avançado objetos próximos também perdem o foco, o que causa cansaço e incômodo. Outros sintomas que ajudam no diagnóstico são: pestanejar constante, dores de cabeça e tensão muscular. O tratamento pode ser feito com óculos, lentes de contato e cirurgia a laser. Antes de cirurgia de miopia os pacientes precisam ter suas retinas examinadas pois pacientes míopes apresentam retina periférica fina ou até mesmo com buracos. Estes buracos precisam ser tratrados para evita descolamentos de retina.

Melanoma de coróide

figura12-300x283O melanoma de coróide é o tumor ocular mais comum em adultos, pode ocorrer na população de 5 a 8 pessoas para cada 1.000.000 de habitantes. Tende a acometer homens e mulheres em frequencias iguais, e surge geralmente na idade adulta. O tumor pode causar baixa de visão, dor ocular, mas nos estágios iniciais não causa sintomas. O diagnóstico é feito com exames oftalmológicos como retinografia, ultra-som, mapeamento da retina, angiografia fluoresceínica, e angiografia por indocianina verde. É um tumor grave que pode causar metástases no fígado e pulmões, por esse motivo, deve-se realizar mapeamento do abdômem e tórax por meio de tomografia, ressonância magnética e provas da função hepática por meio de exames de sangue a cada seis meses no pacientes com a presença do tumor. Para o tratamento de melanoma de coróide, podem ser utilizados placas radioativas, termoterapia transpupilar, remoção do globo ocular ou enucleação, ou exenteração.

Hipermetropia

figura11-234x300A hipermetropia é uma doença dos olhos menores, que tem as suas imagens focadas atrás da retina e não na retina como no olho normal. Na maioria dos casos é hereditária. Estas pessoas vêm mal ao perto e bem ao longe. Surge muito em crianças devido ao globo ocular ser ainda pequeno, mas em muitos casos desaparecem com a idade. Os sinais e sintomas são semelhantes aos do astigmatismo como dores de cabeça, sensação de peso nos olhos, lacrimejo, ardência, desconforto, e dificuldade em ver ao perto. Nas crianças pode ser acompanhado de estrabismo, devido ao esforço que fazem para ver melhor ao perto, devendo ser corrigido. As crianças com hipermetropia mais avançada podem recusar livros ou brinquedos pequenos. A correcção é feita com lentes convexas nos óculos ou lentes de contacto facilitando a colocação da imagem na retina. As lentes são mais grossas no centro do que nos bordos.

Hemorragia vítrea

figura10-300x257É o nome médico para sangramento na parte interna e posterior do olho, na gelatina que preenche o globo ocular chamada vítreo. As principais causas são trauma ocular, retinopatia diabética, descolamento de retina e doenças vasculares da retina que causam crescimento de vasos sanguíneos anormais dentro do olho. O tratamento depende da causa, gravidade, e duração do quadro clínico, podendo variar entre observação e cirurgia.

Hemorragia subconjuntival

figura9-300x200Hemorragia subconjuntival é um problema oftalmológico frequente, que consiste em uma mancha vermelha na parte externa branca do olho chamada externa. Esta condição leva a preocupação em pessoas acometidas, mas geralmente não tem gravidade para o olho. Em alguns casos nenhuma causa é encontrada, mas pode ocorrer eventualmente associada à traumas, esforço físico, ou aumento da pressão arterial. O paciente pode fazer compressa gelada por 5 a 10 minutos sobre o olho logo que percebeu a hemorragia. O médico pode preescrever colírios lubrificantes com ou sem vasoconstritores para reduzir a chance de re-sangramento e dar maior conforto. A hemorragia será absorvida pelo organismo em duas a quatro semanas. Na primeira semana o repouso de atividades físicas e não coçar ou dormir sobre o olho afetado são importantes. O controle da pressão arterial sistêmica deve ser feito quando necessário.

Glaucoma

figura8-209x300O glaucoma é definido como uma doença do nervo óptico crônica e progressiva, levando ao desenvolvimento de defeitos característicos no campo visual, que em seu estágio mais avançado, pode levar à cegueira irreversível. A realização de avaliações periódicas é a melhor forma de evitar a instalação do dano causado pelo glaucoma, pois na maioria das vezes as pessoas não percebem que a doença está instalada. O diagnóstico é feito por exames oculares do consultório como mapeamento de retina, e biomicroscopia de fundo, assim como métodos mais elaborados como tomografia de coerência óptica, retinografia, paquimetria, e campimetria computadorizada.

Edema macular

figura7-300x143Ocorre quando depósito de fluídos e proteínas se acumulam sob a mácula do olho, uma região central amarelada da retina, tornando-a mais espessa e inchada. Isso pode prejudicar a visão da pessoa afetada. As principais causas são degeneração macular relacionada à idade, tumores, retinopatia diabética, oclusões venosas da retina e doenças inflamatórias do olho. O tratamento varia de injeções de medicamentos, fotocoagulação a laser, tratamento a laser sublimiar, ou cirurgia de vitrectomia via pars plana.

Doença de Coats

Machado_Nivaldo_20010118_20120824_45865-300x229Doença de Coats é uma doença esporádica não-hereditária caracterizada por telangiectasias perifoveais em um olho. Acomete mais frequentemente meninos e é sempre unilateral. Nos estágios iniciais somente vazamento de líquido na retina e telangiectasias são detectados, mas em casos graves avançados há descolamento de retina. O diagnóstico é feito pelo mapeamento de retina e biomicroscopia, enquanto que a angiografia fluoresceínica permite detectar as telangiectasias e edema (inchaço) de retina. O tratamento pode ser feito com fotocoagulação a laser, crioterapia, injeção intravítrea de medicamentos ou cirurgia de retina.

Distrofia de Retina – Retinite Pigmentosa

figura6-300x116A Retinite Pigmentosa é uma doença genética ou hereditária, causada por defeitos em alguns genes, que levam à deficiência ou morte de neurônios fotorreceptores da retina. As principais células afetadas são aquelas que controlam a visão noturna, chamadas bastonetes. À medida que a doença progride, a visão periférica também é perdida, o que pode causar cegueira. Os sintomas podem surgir primeiro na infância, mas a perda visual usualmente iniciam na vida adulta. Alguns genes envolvidos na doença são RHO, IMPDH1, RP1 e PRPF31. O diagnóstico da doença e suas complicações é feito pelos exames oftalmológicos mapeamento de retina, biomicroscopia de fundo, retinografia, angiografia fluoresceínica, eletrorretinografia, eletrooculografica, campimetria e tomografia de coerência óptica. O tratamento pode ser feito com uso de vitamina A na forma de palmitato de retinol 5000 A 15000 UI por dia em casos iniciais e moderados. Quando o paciente apresentar edema macula, este pode ser tratado com anti-hipertensivos orais ou injeções intravítreas de medicamentos.

Descolamento de Retina

O Descolamenfigura5-300x258to de Retina pode ocorrer em pacientes de qualquer faixa etária, mas costuma ser mais frequentes após os 40 anos de idade, ou naqueles que apresentam alto grau de miopia. Outra causa importante de descolamento de retina é o trauma ocular. Descolamento de retina é caracterizado pela separação da membrana retiniana do globo ocular, com acúmulos de líquidos nessa região, ocorrendo a interrupção do fornecimento de nutrientes à essa estrutura, promovendo sua degeneração. Os sintomas como visão turva ou flashes de luz são indolores, porém repentinos. A doença é um caso clinico de urgência, devendo ser tratada imediatamente, evitando assim a perda da visão. O tratamento é feito com cirurgia, que pode ser tanto via extraocular (implantes sobre a parede externa do olho – esclera), ou por via interna (cirurgia de vitrectomia via pars plana).

Degeneração macular relacionada à Idade

A Degenerafigura4-285x300ção Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma das grandes causas de cegueira irreversível em pessoas acima de 50 anos de idade. Recentes avanços em pesquisas clínicas tem levado não somente ao compreendimento do mecanismo da doença, mas também a novos tratamentos. Com o envelhecimento, nos indivíduos predispostos, inicia-se deposição focal de debris chamados drusas, que ao exame de fundo
de olho apresentam o aspecto de lesões arredondas amareladas. Na seca, os achados principais são drusas bilaterais ou atrofia. Na forma úmida, a principal característica é o aparecimento de neovascularização de coróide, que causa extravasamento de sangue, material lipoproteico, com final desorganização acentuada do tecido retiniano e perda da visão. Apesar de não haver causa bem definida, existem vários fatores que predispõe uma pessoa a apresentar DMRI: hereditariedade, tabagismo, raça branca, idade avançada, obesidade, hipertensão, ingestão elevada de gordura vegetal, ou ingestão reduzida de antioxidantes e zinco na dieta. Os principais sintomas da DMRI são visão embaçada central, perda de contraste, de cores, e campo visual. O diagnóstico da doença é realizado com mapeamento de retina, biomicroscopia de fundo, retinografia, angiografia fluoresceínica, angiografia com indocianina verde, perimetria, e tomografia de coerência óptica. O tratamento da forma úmida é urgente e importante, e consiste de múltipas injeções intraoculares de medicamentos chamados anti-VEGF como Lucentis®, Eylia®, e Avastin®. Eventualmente os pacientes podem ser tratados com injeções intraoculares de corticóides ou com sessões de laser. Para a DMRI leve ou seca os pacientes devem ingerir quantidades adequadas de vitaminas anti-oxidantes e monitorar a visão para detecção precoce de progressão para DMRI úmida. Medição de pigmentos maculares ajuda a detectar pacientes com baixos níveis de luteína e que podem fazer sua ingestão para reduzir risco de DMRI. Estudos genéticos podem ser realizados em pacientes com DMRI ou seus parentes para estimar o risco de desenvolver DMRI. Para a forma avançada seca chamada atrofia geográfica, terapias estão em investigação como células tronco ou drogas específicas.

Coroidoretinopatia Serosa Central

Corioretinopatiafigura3-300x200 Central Serosa é uma doença que acomete a mácula, região central da retina responsável pela visão de detalhes. A causa precisa ainda é desconhecida, mas a doença tem sido relacionada à estresse. A doença induz diminuição da visão por um descolamento de retina na região macular provocado por extravazamento de líquido. A doença acomete mais frequentemente homens de 20 a 50 anos de idade. Mesmo sem sintomas da doença, o oftalmologista, através de exame clínico e complementares como angiografia fluoresceínica, tem a possibilidade de detectar sinais de acometimento de retina pela doença no passado. Os principais exames para diagnóstico desta condição são angiografia fluoresceínica, tomografia de coerência óptica, retinografia, perimetria, e angiografia por indocianina verde. Em relação ao tratamento específico da doença a observação geralmente está indicada inicialmente, contudo quando não há resolução da doença é necessária terapia que pode ser realizada com laser amarelo sublimiar/micropulso, fotocoagulação a laser, ou injeções intravítreas de medicamentos.

Buraco de mácula

É uma condição comumburaco macula em pacientes com mais de 40 anos, que afeta a mácula – região situada no centro da retina – levando a ruptura parcial ou total das camadas retinianas, causando um buraco crescente na região. Buracos maculares induzem perda da visão central, ou seja, o paciente passa a enxergar manchas na visão, a perceber a distorção ou a visão dupla de imagens. Esta doença está associada ao avanço da idade, como também aos traumas oculares, processos inflamatórios, infeciosos ou à miopia. O diagnóstico de buraco de mácula deve ser feito por exames da retina em consultório chamado mapeamento de retina e biomicroscopia de fundo, tomografia de coerência óptica, retinografia, angiografia fluoresceínica, e autofluorescência. O tratamento pode ser realizado com injeção de gás intraocular, injeção intraocular de medicamentos enzimas, ou com cirurgia de vitrectomia via pars plana.

Buracos e Roturas da Retina

O vítreo é o gel que buracospreenche o interior do olho. No decorrer da vida o gel vítreo encolhe e descola, com isto por causar por ação mecânica buracos ou roturas de retina. Alguns sintomas possíveis são moscas volantes, no entanto em muitos casos as pessoas não sentem nenhuma
alteração da visão. Portanto, é fundamental que todas as pessoas sejam examinadas com dilatação da pupila periodicamente. O tratamento dos buracos ou roturas de retina envolve a fotocoagulação a laser.

Catarata

A catarata é uma cataratadoença que ocorre como processo natural do envelhecimento. Ocorre mais frequentemente em pessoas maiores de 50 anos de idade, quando o cristalino, uma lente natural que deve ser transparente, começa a ficar opaca ou “suja”. A formação da catarata atrapalha a passagem de luz e, assim, a formação da imagem na retina. Raramente catarata pode ser iniciada por agentes como hereditariedade, traumas, diabetes, uso de corticóides e outros menos comuns. Os sintomas mais comuns da catarata são visão borrada, ofuscamento, cores menos vivas, ou baixa da visão noturna. O tratamento da catarata tem o objetivo de melhorar a visão do paciente. A solução definitiva para a catarata está na cirurgia ocular com retirada do cristalino e implante de lente intraocular. A lentes chamadas “premium” reduzem o tempo de recuperação após a cirurgia, corrigem o astigmatismo e a dificuldade de enxergar para perto após a cirurgia e diminuem a necessidade de óculos.